domingo, 15 de agosto de 2010

Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante...


Quem nunca assistiu ou ao menos ouviu falar de uma das maiores revoluções cinematográficas chamada "Star Wars"? Se você nunca viu, meus pêsames. Se viu e não gostou, meus pesares. Mas não quero falar da história da série, e, sim, apenas focar uma parte interessante.

Essa parte se passa no penúltimo epidósio, o epísódio V e vai até o VI. Luke Skywalker se vê começando seu treinamento Jedi e, como seu pai Anakin, não é "convencional" como outros Jedi. Tem suas características, suas ousadias, etc. E, por uma questão "familiar", se ve tentado a passar para o lado sombrio da Força, como seu pai o foi, tornando-se o sinistro Darth Vader (e muito irado). Porém, uma coisa Luke tem de diferente de seu pai, a perseverança. Apesar dos impecilhos no meio do caminho, dos primeiros erros no treinamento até as tentações para se tornar um lorde negro, Luke se mantém fiel aos seus ensinamentos Jedi. E, quando posto à prova, consegue manter-se leal ao que aprendeu, permanecendo do lado correto, coneguindo até salvar seu pai do lado negro.

Um ensinamento posso tirar disso. Mesmo com a merda que este mundo esteja, com meninas e meninos que não se valorizam nem se dão o respeito, mesmo com a desgraça se assolando na vida da maioria das pessoas, mesmo com o Rock estando colorido e mesmo que a música do momento seja "Baby baby baby óhhh" é possível continuar firme, de pé. Problemas sempre vão vir, costumes diferentes o mundo vai ter. Mas meu amigo, my brother, não esqueça os princípios que levam à vida, à alegria e à harmonia. Talvez você não tenha tido um pai ou uma mãe para te ensinarem isso, ou você nao quis aprender... mas peça sabedoria a Deus e Ele te dará de bom grado (Em "Tiago, Capítulo 1, Bíblia diz sobre isso). Ou você tenha aprendido coisas que pra você parecem boas ou pra maioria das pessoas aparente "normal", mas que no fundo você sabe que não são. MUDE! Se você quer fazer a diferença, tem que haver mudança. Como diz Mestre Yoda: "Desaprender o que você aprendeu você deve." Um bom ensinamento substitui um mal.

Lute para não passar para o lado negro meu jovem... E...

Que a Força esteja com você!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Verdade

Retirei esse trecho do site Prazer da Palavra, o link é este: http://www.prazerdapalavra.com.br/index2.php?option=com_content&task=emailform&id=723&itemid=48.

JESUS É A VERDADE

"Ao longo dos séculos, muitas pessoas têm confessado que a verdade é Jesus ou que Jesus é a verdade. Um deles foi o notável escritor Fyodor Mikhailovich Dostoevsky (1821-1861). Logo depois de deixar a prisão na Sibéria, onde vivera por alguns anos só podendo ler a Bíblia, escreveu uma carta em que dizia: 'Creio que não há nada mais amável, mais profundo e mais compassivo, mais racional, mais firme e mais perfeito que o Salvador. Se alguém me provasse que Cristo está fora da verdade e que, na realidade, a verdade exclui Cristo, eu preferiria ficar com Cristo a ficar com a verdade'.
Sua confissão era um eco de muitas outras, como esta mais sintética do conde Zinzendorf (1700-1760), um século antes dele: 'Eu tenho uma paixão: Jesus; somente Jesus'."

"O seu 'eu sou o caminho, a verdade e a vida' coloca uma decisão para todo o ser humano, pois, 'a questão mais pungente no problema da fé é se um homem enquanto um ser civilizado pode crer na divindade do Filho de Deus, Jesus Cristo, pois aí reside toda a nossa fé' (Dostoevsky)."
"Na verdade, 'em Jesus, Deus deseja ser o verdadeiro Deus não somente na altura, mas também na profundidade -- na profundidade da natureza, na pecaminosidade e mortalidade humana'. (Karl Barth)"



Jesus afirmou em João 14.6: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

E em João 8.32: "Conhecerei a verdade, e a verdade vos libertará."

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ponte para Terabítia


Poema escrito por Leslie, personagem do livro de Katherine Paterson, "Ponte para Terabítia".



"Só preciso de um momento meu,
apenas um segundo de tempo
para criar asas e voar ao encontro do vento
e beijar o luar.
Agora eu tenho asas, sou pássaro
vou ao encontro das nuvens,
viajando sob o sol morno de verão.
O vento me leva qual pluma
e eu voarei ao encontro da lua
beijando os raios de luz.
Verei bem de perto as estrelas
e soltarei beijos ao vento
sem tristeza e sem lamento.
Sou livre, tenho asas, posso voar.
E foi preciso apenas um momento,
um segundo apenas de tempo,
para virar luz e varar os céus
na liberdade sem par
de quem tem asas
e pode voar."



Como disse Einstein: "Tudo deveria ser feito de forma mais simples possível, não mais que isso."


Seja simples, use a imaginação e voe, mesmo que por uns instantes, desde que esses sejam os seus instantes, seus momentos.



"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" João 8.32


Seja livre!

domingo, 10 de janeiro de 2010

O que o Natal significa para mim - por C.S. Lewis

Há três coisas que levam o nome de "Natal". A primeira é a festa religiosa. Ela é importante e obrigatória para os cristãos mas, já que não é do interesse de todos, não vou dizer mais nada sobre ela. A segunda (ela tem conexões histórias com a primeira, mas não precisamos falar disso aqui) é o feriado popular, uma ocasião para confraternização e hospitalidade. Se fosse da minha conta ter uma "opinião" sobre isso, eu diria que aprovo essa confraternização. Mas o que eu aprovo ainda mais é cada um cuidar da sua própria vida. Não vejo razão para ficar dando opiniões sobre como as pessoas devam gastar seu dinheiro e seu tempo com os amigos. É bem provável que elas queiram minha opinião tanto quanto eu quero a delas. Mas a terceira coisa a que se chama "Natal" é, infelizmente, da conta de todo mundo.


Refiro-me à chantagem comercial. A troca de presentes era apenas um pequeno ingrediente da antiga festividade inglesa. O Sr. Pickwick levou um bacalhau a Dingley Dell [1]; o arrependido Scrooge [2] encomendou um peru para seu secretário; os amantes mandavam presentes de amor; as crianças ganhavam brinquedos e frutas. Mas a idéia de que não apenas todos os amigos mas também todos os conhecidos devam dar presentes uns aos outros, ou pelo menos enviar cartões, é já bem recente e tem sido forçada sobre nós pelos lojistas. Nenhuma destas circunstâncias é, em si, uma razão para condená-la. Eu a condeno nos seguintes termos.

1. No cômputo geral, a coisa é bem mais dolorosa do que prazerosa. Basta passar a noite de Natal com uma família que tenta seguir a 'tradição' (no sentido comercial do termo) para constatar que a coisa toda é um pesadelo. Bem antes do 25 de dezembro as pessoas já estão acabadas – fisicamente acabadas pelas semanas de luta diária em lojas lotadas, mentalmente acabadas pelo esforço de lembrar todas as pessoas a serem presenteadas e se os presentes se encaixam nos gostos de cada um. Elas não estão dispostas para a confraternização; muito menos (se quisessem) para participar de um ato religioso. Pela cara delas, parece que uma longa doença tomou conta da casa.

2. Quase tudo o que acontece é involuntário. A regra moderna diz que qualquer pessoa pode forçar você a dar-lhe um presente se ela antes jogar um presente no seu colo. É quase uma chantagem. Quem nunca ouviu o lamento desesperado e injurioso do sujeito que, achando que enfim a chateação toda terminou, de repente recebe um presente inesperado da Sra. Fulana (que mal sabemos quem é) e se vê obrigado a voltar para as tenebrosas lojas para comprar-lhe um presente de volta?

3. Há coisas que são dadas de presente que nenhum mortal pensaria em comprar para si – tralhas inúteis e barulhentas que são tidas como 'novidades' porque ninguém foi tolo o bastante em adquiri-las. Será que realmente não temos utilidade melhor para os talentos humanos do que gastá-los com essas futilidades?

4. A chateação. Afinal, em meio à algazarra, ainda temos nossas compras normais e necessárias, e nessa época o trabalho em fazê-las triplica.

Dizem que essa loucura toda é necessária porque faz bem para a economia. Pois esse é mais um sintoma da condição lunática em que vive nosso país – na verdade, o mundo todo –, no qual as pessoas se persuadem mutuamente a comprar coisas. Eu realmente não sei como acabar com isso. Mas será que é meu dever comprar e receber montanhas de porcarias todo Natal só para ajudar os lojistas? Se continuar desse jeito, daqui a pouco eu vou dar dinheiro a eles por nada e contabilizar como caridade. Por nada? Bem, melhor por nada do que por insanidade.
____

Publicado originalmente em God in the dock -- Essays on Theology and Ethics (Deus no banco dos réus – Ensaios sobre Teologia e Ética), 1957.
[1] Samuel Pickwick é o personagem principal de Pickwick Papers, romance de Charles Dickens no qual suas aventuras são narradas. Dingley Dell é o nome de uma fazenda, um dos cenários do romance. (N. do T.)
[2] Referência ao avarento milionário Ebenezer Scrooge, personagem da obra Um Conto de Natal, de Charles Dickens. (N. do T.)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"O que teria acontecido se..."


Conversa entre Lúcia e Aslam

-Tinha certeza de que era você. Mas eles não quiseram acreditar... São todos uns... - Disse Lúcia. Lá muito de dentro, das próprias entranhas de Aslam, veio qualquer coisa que, vagamente, sugeria um rosnar de impaciência.

- Desculpe! - disse Lúcia, ao entender tudo. - Não queria pôr a culpa nos outros. Mas a verdade é que a culpa não foi minha. - O Leão fitou-a bem nos olhos. - Oh, Aslam, acha que eu errei? Como é que eu... podia deixar os outros e vir sozinha encontrar-me com você? Não olhe para mim desse jeito... bem... de fato... talvez eu pudesse. Sei que com você não estaria sozinha. Mas ia adiantar alguma coisa?- Aslam não respondeu. - Mesmo assim teria sido melhor? - perguntou Lúcia, com a voz sumida. - Mas como? Aslam, por favor, diga-me.

- Dizer o que teria acontecido? Não, a ninguém jamais se diz isso.

- Oh, que pena! - exclamou Lúcia.

- Mas todos podem descobrir o que vai acontecer - continuou Aslam. - Se voltar agora e acordar os outros para contar-lhes outra vez o que viu, e disser que eles se levantem imediatamente e me sigam... que acontecerá?

- Só há um modo de saber...

- É o que quer que eu faça?

- É, minha criança - respondeu Aslam.

- E os outros também vão ver... você.

- A princípio, não. Talvez mais tarde.

- Mas aí eles não vão acreditar!

- Não faz mal.

- Ora essa, ora essa! E eu que estava tão feliz por tê-lo encontrado de novo. Pensei que ficaria a seu lado. Pensei que você viria rugindo e que os inimigos fugiriam de medo... como da outra vez. Afinal, vai ser horrível.

- Será difícil para você, querida, mas as coisas nunca acontecem duas vezes da mesma maneira. Todos nós já passamos momentos difíceis em Nárnia.

Lúcia escondeu o rosto na juba. Mas devia haver nela algum poder mágico, pois ela se sentiu invadida pela força do Leão.



"As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian"




"O que poderia ter acontecido não pode mais, já foi. Mas você pode saber o que irá acontecer daqui pra frente."

"Brincadeira de criança"


A vida num grupo não é nada fácil. Pra entrar nele é preciso estar dentro do padrão, seja beleza, inteligência, gostos, amizades, etc. E pra permanecer é necessário manter o padrão; manter a identidade do grupo.

Estive em uns momentos num grupo, e acho que como eu, a maioria das pessoas pertencendo ao seu grupo ou sua "panela". Alguns amigos, outros conhecidos, não deixando de serem queridos. A conversa começou ao bebermos refrigerante e usarmos a garrafa num jogo de perguntas e respostas, levando a conversa a um debate de opiniões, hilário, porém produtivo.

Pensamentos diversos, convergentes, divergentes; pensamentos realmente sinceros; pensamentos que fazem pensar; pensamentos que fazem sorrir, chorar.
Pude ouvir o coração de alguns; pude expressar minhas particularidades, minha crença em certas questões perguntadas; verdades foram ditas e uma certa confiança gerada no grupo, ou, pelo menos, aparentou.

Foram momentos que pude respeitar, entender, discordar, ratificar algo, ouvir, falar, pensar, aprender e aprender. Aprender através de uma simples brincadeira de criança que só cresce quem é pequeno.



Em crescimento...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Antes Idiota que Infeliz

Segue a baixo um artigo escrito por Arnaldo Jabour, nos escrevendo sobre a "fome" atual.


Estamos com "fome" de Amor



Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros
e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam
sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que
estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os
novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era
resolvido fácil, alguém duvída?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber
carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de
um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que
vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa
marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a
carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão
distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de
relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada
"Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em
meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos,plásticos, quase
etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a
cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão
infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que
verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa
verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio,
démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer
ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e
falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo
pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou
muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca
mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à
dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que
se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais,
pra quê pensar nele ? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o
dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser
estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é 'out",
que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me
aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou
outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu
não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo
resto da vida".

Antes idiota que infeliz!


Arnaldo Jabour